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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SEMPRE CASINHAS



 Este foi o primeiro trabalho que desenvolvi inspirado na cidade em 2001.
Uma série de ovos de cerâmica desenhados. 
Os ovos eram feitos em uma pequena olaria que já não existe mais, 
mas que também tem uma história que eu vou contar.








Fotos Bárbara Nunes

Em breve na Minha Lojinha

barbaranunes.com@gmail.com
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Nasci e vivi em Porto Alegre, no Bairro Petrópolis, praticamente no mesmo apartamento, pois só havia morado em outro lugar até meus 2 meses de vida, e na mesma rua Lajeado. Depois que casei, ainda antes da mudança para o interior, passamos por um JK. Estava muito acostumada com hábitos da cidade grande, especialmente com o de fugir das pessoas. Sabe quando chegamos no nosso apartamento e percebemos que o vizinho também se aproxima? E assim aceleramos um pouco o passo para não ter que dar de cara com aquela pessoa, que na verdade nem é um desafeto. Até mesmo na rua deixamos de cumprimentar conhecidos, fingindo não vê-los.
         Quando cheguei em  Nova Santa Rita, há 10 anos, a cidade estava começando a atrair pessoas de fora. Inicialmente alugamos uma casinha para sabermos se realmente gostaríamos de morar por aqui. Naquela época fui pega da surpresa com os cumprimentos de absolutamente todas as pessoas pelas quais eu cruzava na rua. Era um festival de “Obas!”. A princípio fiquei sem reação, não estava entendendo nada daquilo. Mais estranho ainda para mim, foram os convites para uma visita, de pessoas que eu mal conhecia, era um “Qué chegá?”. Enfim, me acolheram muito bem nesta cidade! Construímos nossa casinha própria e aqui tivemos a nossa filha.
Nova Santa Rita cresceu muito, e pessoas estranhas não são mais novidade. Não se cumprimenta qualquer um, mas ainda se conhece muita gente. E um pequeno trajeto pode se tornar longo quando se pára para bater um papo com os vizinhos.
A vida pacata e o tempo para observar a paisagem me inspiraram. As casinhas me acompanham desde a chegada por aqui. Os ovos desenhados  foram os primeiros, depois pinturas, bolsinhas e agora mochilas e almofadas. O que mais será que vem por aí?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CIDADES EM BURACOS DE AGULHA



O termo “Pinhole” vem do Inglês: pin - agulha e hole - buraco. 
Técnica fotográfica do buraco de agulha, câmara obscura.

* O Jochen Dietrich é alemão e estava no Brasil para ministrar oficinas de “pinhole”. 
Este trabalho fazia parte de suas pesquisas em arte-educação.

** O Clube da Lata era formado por Bárbara Nunes, Claiton Dornelles, Juliana Ângeli, 
Ricardo Jaeger, Betina Frichmann, Adriana Boff e Tiago Rivaldo.
         


 Prefeitura Municipal de Porto Alegre - 1998 - 7 min de exposição

 Mercado Público de Porto Alegre - 1998 - 15 min de exposição

 Viaduto da Borges - Porto Alegre - 1998 - 15 min de exposição

 Praça - Porto Alegre - 1998 - 15 min de exposição

 Monumento ao Expedicionário - Porto Alegre - 1998 - 2 min de exposição

 Ponte sobre o Guaíba - Porto Alegre - 1998 - 3 min de exposição

 Ponte sobre o Guaíba - Porto Alegre - 1998 - 8 min de exposição

 Antiga estação de trem de Canoas (atual Fundação Cultural)
Canoas - 2001 - 15 min de exposição

 Praça do Avião - Canoas - 2001 - 7 min de exposição

 Praça do Avião - Canoas - 2001- 7 min de exposição






Os Claviculares já estão na Minha Lojinha,
ela fica ali em cima no canto direito.
Confira os valores e outras opções também.


barbaranunes.com@gmail.com

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         Lembro bem do dia em que conheci o Jochen Dietrich*. Em 1997, eu estava na aula do professor Eduardo Viera da Cunha, no laboratório do Instituto de Artes da UFRGS. O Jochen passou por lá para falar com o Eduardo e mostrar suas belas fotografias obtidas através de uma caixa hexagonal com diversos furinhos, um em cada lado. Eram várias imagens distorcidas e sobrepostas, várias vistas de um único ponto. Era uma fotografia “pinhole”. Fiquei fascinada! E quando soube que ele ministraria uma oficina no Instituto Goethe, não pensei duas vezes e me inscrevi.
         O Jochen dizia alguma coisa assim: “A fotografia ‘pinhole’ é um vírus, passa de pessoa para pessoa gerando muitas vezes laços de amizade. É uma atividade deliciosa, especialmente para se praticar com os amigos. Como os tempos de exposição são longos, um bate papo cai muito bem.
         A partir daquela oficina foi formado o Clube da Lata** em 1998, juntos fizemos alguns trabalhos e no mesmo ano apresentei meu projeto de graduação intitulado “Uma Cidade em um Buraco de Agulha” que consistia em uma documentação-reflexão “pinholesca” sobre o meu itinerário cotidiano. Era uma proposta de “parada” para a observação de uma paisagem que diariamente era percorrida sem muito interesse. Em 2001 essa proposta foi estendida para a cidade de Canoas: “Canoas em um buraco de Agulha” realizado juntamente com o Claiton, meu marido.
         Há algum tempo, meu pai, que também é artesão (outra hora conto esta história também), utiliza algumas dessas fotografias em seu trabalho. Atualmente ele produz claviculares e uma série foi dedicada às minhas imagens de Porto Alegre. A meu pedido os ganchos são feitos com colherinhas de chá, que remetem ao trabalho que ele realizou no passado com talheres. São peças bem originais. Além de muito bonito e útil. É mais um produto disponível no Atelier! Mas para aqueles que moram em Porto Alegre podem encontrá-lo, além de outros tipos de porta-chaves e quadrinhos, na banca 93 da Feira de Artesanato do Bom Fim, mais conhecido como Brique da Redenção, todo o domingo com o Iuberi. Ah! Não esqueçam de dizer que a propaganda é do Blog, tá?


O termo “Pinhole” vem do Inglês: pin - agulha e hole - buraco. Técnica fotográfica do buraco de agulha, câmara obscura.
        
* O Jochen Dietrich é alemão e estava no Brasil para ministrar oficinas de “pinhole”. Este trabalho fazia parte de suas pesquisas em arte-educação.

** O Clube da Lata era formado por Bárbara Nunes, Claiton Dornelles, Juliana Ângeli, Ricardo Jaeger, Betina Frichmann, Adriana Boff e Tiago Rivaldo.
         

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PICOLÉS, CONFETIS, JOÃO E MARIA









Este desenho é da minha filha Bibiana ela tem quase 6 anos. Ao me ver  confeccionando o estojo, começou um produção sobre o tema. Escolhi apenas este, mas ela fez muitos desenhos.


Não deixem de visitar a loja virtual! Fica alí em cima à direita.


barbaranunes.com@gmail.com

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Para tradução

     A estória das crianças que se perdem na floresta e encontram uma deliciosa casa feita de doces mexe com a imaginação de crianças há gerações. Lembro bem de um livro de contos dos irmãos Grimm que eu tive. Eu era fascinada pela estória dos irmãozinhos. Gostava muito de desenhar aquela casinha cheia de balas, pirulitos e chocolates.
       Hoje em dia as crianças tem fácil  acesso à estas gostosuras, e as bruxas atuais já não metem medo em mais ninguém. Acho que o conto talvez não tenha mais aquele encanto de antigamente. Na minha época bruxa ainda era má e fazíamos loucuras por um saco de Confeti. A minha amiga Ariane sabe muito bem do que me refiro.
        Estou falando de João e Maria porque a artista plástica Patrícia Langlois me encomendou um estojo para suas canetas que tivesse a casinha de doces como tema da capa,. A encomenda despertou muitas lembranças de infância. Foi trabalhoso mas muito prazeroso executá-la.
        Tirei do fundo do baú este desenho, que fiz quando tinha quase 7 anos. E ainda lembrei de um fato que ocorreu quando eu deveria ter quase 10 anos. Estávamos, eu, meu irmão e alguns amigos na beira da praia de Balneário Camboriú. Já era tardinha e tinha pouca gente na orla. Brincávamos na areia e de repente nos deparamos com um carrinho de picolés da Kibon. Ele etsava encostado perto do calçadão, sozinho, dando "sopa". O "picolezeiro" provavelmente deu uma saidinha para ir ao banheiro, ou talvez tenha sido roubado, não sei. Mas era muita sorte! Olhamos para todos os lados. Abrimos o carrinho e constatamos que estava cheio! Por um segundo pensei que aquilo era demais e que poderia ser uma pegadinha ou mesmo que os picolés pudessem estar envenenados. Mas nós não resistimos. Comi um Chicabon, o meu favorito na época.
     Não foi uma atitude correta, mas foi irresistível! Nos afastamos e continuamos a brincar e nem vimos se alguém voltou para buscar o carrinho.

domingo, 19 de junho de 2011

THOR E AS ESTAÇÕES NA CIDADE, PORTA-BIJUS À PARTE



 foto de Claiton Dornelles









 Eu e meu cão - foto de Claiton Dornelles

fotos de Bárbara Nunes

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          Novamente eu precisava de um lugar para fotografar meus porta-bijus para esta postagem. Então, numa quarta-feira ensolarada após o almoço, saímos para caminhar no centro e nos deparamos com esta pequena Extremosa que fica em frente a uma antiga casa que já foi uma loja (isso há muito tempo) e abrigou até mesmo a casa do artesão de Nova Santa Rita, da qual fiz parte quando cheguei a esta cidade há 10 anos. O cenário não poderia ser melhor. No dia seguinte voltamos para fotografar.
           Eu sempre quis ter uma Extremosa em casa, então quando construímos  a nossa plantamos três mudas: a da entrada, à esquerda do portão é a da Bibiana, nos fundos fica a minha e do Claiton e a outra dedicamos ao nosso querido cão Thor, que nos deixou há três anos. Ele foi enterrado em nosso jardim e desde então descansa debaixo da árvore que ajudou a alimentar. Ele revive em suas pequenas flores a cada verão.

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           Desde o dia em que tiramos as fotos, isso já faz mais de uma semana, acompanho pelas janelas da nossa casa, as folhas das nossas Extremosas se tornarem avermelhadas e caírem dando lugar aos finos galhos que agora rabiscam o inverno.


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          Agora todos os produtos do Atelier Santa Bárbara serão comercializados através da loja virtual vinculada ao Elo7. O atalho fica no canto superior direito.

Bárbara Nunes
barbaranunes.com@gmail.com
9687-0782





terça-feira, 7 de junho de 2011

TRABALHANDO SEMPRE









Fotos: Claiton Dornelles

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      Tenho milhões de ideias e somente duas mãos. sendo que uma delas, a direita, está um pouco cansada. Por isso resolvi ir mais devagar. Faço um pouco de cada vez mas não cesso o trabalho. Logo logo terei novidades!
      Estas são algumas imagens que o Claiton fez enquanto eu produzia uma encomenda. Mas está é uma história para a próxima postagem. Depois eu conto para voçês!