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domingo, 19 de junho de 2011

THOR E AS ESTAÇÕES NA CIDADE, PORTA-BIJUS À PARTE



 foto de Claiton Dornelles









 Eu e meu cão - foto de Claiton Dornelles

fotos de Bárbara Nunes

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          Novamente eu precisava de um lugar para fotografar meus porta-bijus para esta postagem. Então, numa quarta-feira ensolarada após o almoço, saímos para caminhar no centro e nos deparamos com esta pequena Extremosa que fica em frente a uma antiga casa que já foi uma loja (isso há muito tempo) e abrigou até mesmo a casa do artesão de Nova Santa Rita, da qual fiz parte quando cheguei a esta cidade há 10 anos. O cenário não poderia ser melhor. No dia seguinte voltamos para fotografar.
           Eu sempre quis ter uma Extremosa em casa, então quando construímos  a nossa plantamos três mudas: a da entrada, à esquerda do portão é a da Bibiana, nos fundos fica a minha e do Claiton e a outra dedicamos ao nosso querido cão Thor, que nos deixou há três anos. Ele foi enterrado em nosso jardim e desde então descansa debaixo da árvore que ajudou a alimentar. Ele revive em suas pequenas flores a cada verão.

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           Desde o dia em que tiramos as fotos, isso já faz mais de uma semana, acompanho pelas janelas da nossa casa, as folhas das nossas Extremosas se tornarem avermelhadas e caírem dando lugar aos finos galhos que agora rabiscam o inverno.


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          Agora todos os produtos do Atelier Santa Bárbara serão comercializados através da loja virtual vinculada ao Elo7. O atalho fica no canto superior direito.

Bárbara Nunes
barbaranunes.com@gmail.com
9687-0782





segunda-feira, 23 de maio de 2011

A MALETA DA BISAVÓ












Fotos: Bárbara Nunes



Eu e minha bisavó em 1996



Clemente Tarasconi Sobrinho e Orsola Catharina Pasin Tarasconi


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     Eu já falei da Orsola, minha bisavó paterna (Flores na cabeça). Mulher admirável. Independente até os últimos dias. Tive a felicidade de tê-la conhecido e de ter convivido um pouco com ela. Tenho lembranças de quando ela ainda morava em Porto Alegre, em uma casa muito grande na Protásio Alves. Ela alugava a parte de cima, de dois andares e vivia em uma parte separada que ficava abaixo do nível da rua e destes dois andares. Lembro nitidamente das peças, móveis, cheiros e do pé carambola. Do cofre do bisavô Clemente, que faleceu quando eu tinha 10 anos. O cofre ficava em uma peça mais nos fundos, uma espécie de escritório. Adorava explorar o lugar, cheio de histórias. Lembro de almoçar lá, ela cozinhava muito bem e fazia um patê de fígado maravilhoso. Era muito ativa. Já em Balneário Camboriú, onde viveu até morrer, lembro, um dia, de avistá-la pela rua e de longe ela me reconhecer. Ela deveria ter uns 90 anos, eu chegava para passar férias e ela voltava da ferragem com uma enxada nas costas, pois a dela teria desaparecido (na verdade minha avó Geny pegara a enxada para que ela não se esforçasse pois tinha uma osteoporose muito grave) estava chateada com o ocorrido. Naquela ocasião ela convidara os bisnetos que estavam por lá, eu, o Roberto, o Max e a Renata, para um almoço que ela mesma preparara. Me emociono muito ao lembrar dela.
     Mas a maleta!! Cheia de retalhos muito bem organizados. Uma maletinha simples de tecido xadrez, gasta, mas muito simpática. Ela chegou aqui em casa através da vó Geny, que aos poucos me traz coisas da bisa (outro dia mostro a câmera fotográfica que pertenceu a ela), e ficou por ali, em cima do roupeiro no Atelier. Certo dia, estava pensando em uma forma de carregar meus produtos pra lá e pra cá. Eu precisava de uma caixa maior, na atual mal cabiam as tiaras. Então, trabalhando e pensando exatamente em minha bisavó, olhei para cima e avistei a maletinha, meio escondidinha entre outras caixas. O que eu precisava estava ali há muito tempo, só esperando. Então, veio a idéia de personalizá-la. E novamente a presença da Orsola me inspirando. Em tudo o que ela me deixou, na minha memória, no meu gene e no que sou!!!!!!