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quinta-feira, 8 de março de 2012

OVOS DE BARRO PARA A PÁSCOA






A PRODUÇÃO





 A minha ajudante também produziu um. Eis o resultado.



O RESULTADO










A HISTÓRIA

 Dona Zulmira na olaria. Fotografia "pinhole" - 7 segundos de exposição
 Interior da olaria - torno à esquerda. fotografia "pinhole" - 7 segundos de exposição.
 Dupla exposição - interior e exterior da olaria - fotografia "pinhole"
  Dupla exposição - interior e exterior da olaria - fotografia "pinhole"
 Interior da olaria - fundos, onde é guardado o barro - fotografia "pinhole" 
10 segundos de exposição

Fachada da Olaria - fotografia "pinhole" - 1 segundo de exposição
fotografias e texto: Bárbara Nunes

barbaranunes.com@gmail.com

OS OVOS E PRATOS ESTÃO À VENDA NA MINHA LOJINHA:
http://www.elo7.com.br/ateliersantabarbara

TEM VÁRIAS OPÇÕES DE PAGAMENTO!


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Já faz um tempo que fui buscar os ovos que encomendei na olaria Santa Rita, aquela de Vendinha. O Toninho, oleiro e dono do estabelecimento, fez um bom trabalho e o resultado da produção de Páscoa do Atelier pode ser conferido hoje no blog e na lojinha.
Ovos de cerâmica como estes eram produzidos pelo já falecido Quintino, os primeiros que fiz foram os desenhados com paisagem como os de agora, mas pintados com lápis de cor.
A minha amiga Carla Balbinot também foi responsável por este trabalho de certa maneira. Ela me levou à olaria e me apresentou ao Quintino e à dona Zulmira sua esposa. Naquela época íamos a pé até lá para comprar ovos, pratinhos, vasos, potinhos e aí vai. Para quem sempre havia morado em cidade grande e em apartamento, era uma aventura percorrer aquela cidadezinha, por entre ruas de chão batido e ainda cortar caminho por  uma picada no meio do mato para chegar até lá. Era um lugar maravilhoso, um pequeno labirinto recheado de objetos de barro, tão  singelos e tão deliciosos.  Na época eu acabara de ler o romance do José Saramago “A Caverna” e foi uma identificação imediata. Certo dia de inverno, eu fui lá para fotografar. Saquei a minha câmera “pinhole” e comecei a função enquanto conversava com dona Zulmira. O oleiro Quintino não estava por ali. Papo vai, papo vem e de repente ouço um barulho no fundo da olaria. Como achei que estávamos sozinhas perguntei à dona Zulmira se não poderia ser um bicho, um rato ou um gato. E ela com toda a naturalidade disse: “ é o Quintino”. Pois e não é que era mesmo! Fazia dois dias que ele passara queimando as suas peças, os fornos estavam quentes ainda e ele aproveitou para descansar  um pouco dentro do forno quentinho. Lembro bem da figura deste homem de barro arrastando uma cobertinha pela olaria  com cara de sono e me olhando espantado. Não mais do que eu!  Na época ele já deveria ter uns 80 anos. Era um homem muito generoso e muito habilidoso. Estava sempre disposto a ensinar o seu ofício.
Depois que ele faleceu, a dona Zulmira também não viveu muito tempo e os filhos acabaram vendendo a olaria para o Toninho que mudou o nome do estabelecimento de “Olaria do Quintino” para “Cerâmica Santa Rita”.  Ficou um tempo no velho galpão e logo recebeu uma proposta pelo terreno e acabou se mudando para Vendinha. Quando passo por ali dá uma tristeza de ver aquele maquinário aterrando e terraplanando onde foi a olaria do Quintino. Mas o “progresso” é assim, esmagador.
O Toninho me contou que tem cada vez menos profissionais na área, que a cada geração menos pessoas se interessam pelo ofício.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CIDADES EM BURACOS DE AGULHA



O termo “Pinhole” vem do Inglês: pin - agulha e hole - buraco. 
Técnica fotográfica do buraco de agulha, câmara obscura.

* O Jochen Dietrich é alemão e estava no Brasil para ministrar oficinas de “pinhole”. 
Este trabalho fazia parte de suas pesquisas em arte-educação.

** O Clube da Lata era formado por Bárbara Nunes, Claiton Dornelles, Juliana Ângeli, 
Ricardo Jaeger, Betina Frichmann, Adriana Boff e Tiago Rivaldo.
         


 Prefeitura Municipal de Porto Alegre - 1998 - 7 min de exposição

 Mercado Público de Porto Alegre - 1998 - 15 min de exposição

 Viaduto da Borges - Porto Alegre - 1998 - 15 min de exposição

 Praça - Porto Alegre - 1998 - 15 min de exposição

 Monumento ao Expedicionário - Porto Alegre - 1998 - 2 min de exposição

 Ponte sobre o Guaíba - Porto Alegre - 1998 - 3 min de exposição

 Ponte sobre o Guaíba - Porto Alegre - 1998 - 8 min de exposição

 Antiga estação de trem de Canoas (atual Fundação Cultural)
Canoas - 2001 - 15 min de exposição

 Praça do Avião - Canoas - 2001 - 7 min de exposição

 Praça do Avião - Canoas - 2001- 7 min de exposição






Os Claviculares já estão na Minha Lojinha,
ela fica ali em cima no canto direito.
Confira os valores e outras opções também.


barbaranunes.com@gmail.com

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         Lembro bem do dia em que conheci o Jochen Dietrich*. Em 1997, eu estava na aula do professor Eduardo Viera da Cunha, no laboratório do Instituto de Artes da UFRGS. O Jochen passou por lá para falar com o Eduardo e mostrar suas belas fotografias obtidas através de uma caixa hexagonal com diversos furinhos, um em cada lado. Eram várias imagens distorcidas e sobrepostas, várias vistas de um único ponto. Era uma fotografia “pinhole”. Fiquei fascinada! E quando soube que ele ministraria uma oficina no Instituto Goethe, não pensei duas vezes e me inscrevi.
         O Jochen dizia alguma coisa assim: “A fotografia ‘pinhole’ é um vírus, passa de pessoa para pessoa gerando muitas vezes laços de amizade. É uma atividade deliciosa, especialmente para se praticar com os amigos. Como os tempos de exposição são longos, um bate papo cai muito bem.
         A partir daquela oficina foi formado o Clube da Lata** em 1998, juntos fizemos alguns trabalhos e no mesmo ano apresentei meu projeto de graduação intitulado “Uma Cidade em um Buraco de Agulha” que consistia em uma documentação-reflexão “pinholesca” sobre o meu itinerário cotidiano. Era uma proposta de “parada” para a observação de uma paisagem que diariamente era percorrida sem muito interesse. Em 2001 essa proposta foi estendida para a cidade de Canoas: “Canoas em um buraco de Agulha” realizado juntamente com o Claiton, meu marido.
         Há algum tempo, meu pai, que também é artesão (outra hora conto esta história também), utiliza algumas dessas fotografias em seu trabalho. Atualmente ele produz claviculares e uma série foi dedicada às minhas imagens de Porto Alegre. A meu pedido os ganchos são feitos com colherinhas de chá, que remetem ao trabalho que ele realizou no passado com talheres. São peças bem originais. Além de muito bonito e útil. É mais um produto disponível no Atelier! Mas para aqueles que moram em Porto Alegre podem encontrá-lo, além de outros tipos de porta-chaves e quadrinhos, na banca 93 da Feira de Artesanato do Bom Fim, mais conhecido como Brique da Redenção, todo o domingo com o Iuberi. Ah! Não esqueçam de dizer que a propaganda é do Blog, tá?


O termo “Pinhole” vem do Inglês: pin - agulha e hole - buraco. Técnica fotográfica do buraco de agulha, câmara obscura.
        
* O Jochen Dietrich é alemão e estava no Brasil para ministrar oficinas de “pinhole”. Este trabalho fazia parte de suas pesquisas em arte-educação.

** O Clube da Lata era formado por Bárbara Nunes, Claiton Dornelles, Juliana Ângeli, Ricardo Jaeger, Betina Frichmann, Adriana Boff e Tiago Rivaldo.